
Estranhos – talvez - tempos estes em que vivemos. Parece haver medo de mães e pais que seus “rebentos” sejam expostos aos exames do 4º ano. Parece que não podem ficar ansiosos, não podem estar sem telemóvel, têm que estar para todo o sempre protegidos das agruras da vida real. que tem dias de sol, mas também outros de muita chuva, e outros assim-assim.
Nos invernos rigorosos as criancinhas terão que ficar “em proteção” em casa, para não se sujeitaram aos maus tempos? E nos dias de muito sol, talvez também por casa, para não se tostarem!
E depois quando “foram grandes” como serão, ficarão estas criancitas? sempre criancitas? Saberão viver por sua conta, claro com amor devido às famílias de origem, ou terão que ser protegidos para a vida? Não estarão a ser poucos preparadas para em devido tempo se “fazerem à vida”?
E quando se está na Universidade é para adquirir mais conhecimentos, mais aptidões, mais capacidades ou para ir todos os anos às festas, por se ser universitário? Estas não podem deixar de existir? Mesmo que matem – assassinem - um seu igual nestas festas!
Quando tudo fica assim tão confuso, talvez seja chegado o momento de repensar que sociedade estamos a pretender construir. Não só os “outros”, nós “também”!
Queremos criancinhas que nem se possam constipar? Que tenham que ter sempre junto de si a mão maternal ou paternal quando é para serem ensinadas a ter futuro? E desprotegidas quando aos 12, 13 anos andam ao fim de semana às noites, nos copos, nas baixas das cidades? Para as não contrariar. Se os outros vão? Coitaditos!
E quando já estão mais cresciditas e vão para as faculdades é para estar na Faculdade, e ir a ,festas universitárias, estar a beber uns copos com os seus iguais? ir a mutas festas em dias aprazados? ou, será diferente e bem melhor que tudo “isto”?
Talvez, face aos acontecimentos que envolvem “malta” que está a estudar neste País do 1º ano ao último, neste Maio de 2013, seja necessário fazer mães, pais, professores e alunos, e todos nós, que não só os “outros”, repensar o papel de cada um, para conseguirmos mudar para melhor, este nosso País, tão desnorteado!
Texto de A. Küttner de Magalhães in A Educação do meu Umbigo
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