Observando
o sucesso académico dos chineses de segunda geração nos EUA, os investigadores
observaram que nas suas casas, os meninos não tinham grande ajuda dos pais, mas
tinham o exemplo.
Quando chegavam da escola, sentava-se à mesa da
cozinha a trabalhar, ao lado dos pais que também trabalhavam. Os pais podem não
perceber uma palavra de Inglês, uma fórmula química ou matemática, mas o
exemplo, o modelo, era o melhor que podiam oferecer aos seus filhos.
Quando uma mãe chora porque não consegue ensinar a
filha a estudar Fìsica e Química, deve limpar as lágrimas e disponibilizar
tempo e espaço para que a sua filha trabalhe. "O importante é que esteja a
modelar hábitos de trabalho", diz-me Pedro Rosário, da Universidade do
Minho.
É a velha história de transmitirmos valores -
trabalho, esforço, rigor, pontualidade, etc. - e de eles nos verem a cumprir
esses mesmos valores, de nos verem a sair a horas de casa para chegarmos
pontualmente ao nosso local de trabalho; de nos verem a ser correctos com os
outros; de nos verem a trabalhar, etc.
Cabe-nos a nós, pais, mas também à escola.
De que serve ter uma professora muito rigorosa nas
entregas dos trabalhos, mas que não devolve um teste corrigido senão no final
do período porque "tem muito trabalho e muitas turmas"?
De que serve ter um professor muito exigente com a
disciplina, mas que é injusto e fala de maneira incorrecta com os alunos?
O exemplo, a importância do exemplo.
(Artigo escrito por BW no Blog Educar em Português)